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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Le Faubourg atelier na Fundação Iberê Camargo

vista interna da Fundação Iberê Camargo (foto: site da fundação)
Um novo espaço de exposição de minhas peças em marchetaria em Porto Alegre: a prestigiosa Fundação Iberê Camargo. Este  prédio é o primeiro do arquiteto português Álvaro Siza Vieira no Brasil. O projeto, que recebeu o Leão de Ouro na Bienal de arquitetura de Veneza, em 2002, configura-se como um referencial arquetetônico não apenas para Porto Alegre mas também para o país. (fonte: site da fundação Iberê Camargo)  Fica na av. Padre Cacique, 2000 na beira do guaíba, possui uma vista fantástica sobre o rio e o centro da cidade. 

espaço da loja (foto: site da fundação).
A sede da Fundação Iberê Camargo possui, no piso térreo, uma loja especializada em livros de arte e cultura, catálogos de artistas e objetos de design. É neste espaço que poderão encontrar minhas criações e as de outros criadores do Brasil e do mundo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Quadros marchetados com vaso de flores

Dois quadros contemporâneos em marchetaria, 87 x 35 x 4cm, releitura a partir de uma pintura de Gérard  Gasiorowski. O vaso de flores sempre foi um tema clássico na marchetaria desde o século 17 até a década de 1950. Aqui um sujeito clássico com um tratamento moderno. Estes quadros não possuem mais de 6 lâminas de madeira diferentes cada um.

Em exclusividade na GALERIA 189.

diptico positivo/negativo

Abaixo um vaso de flores típico do século 17 e um outro da década 30.

Coleção privada-foto Image Art Antibes
Musée des Arts Décoratifs, Paris - foto Vial MacLean




domingo, 19 de agosto de 2012

Mesas clair/obscur

60 x 60 x 30cm
As mesas Clair-Obscur são um clin d'œil ao famoso ebanista (marceneiro) oficial do rei Louis XIV, André Charles Boulle. Este difundiu uma técnica de marchetaria que hoje possui seu nome.
A técnica usada é o corte-sobreposto que consiste na sobreposição de uma lâmina clara e escura, no corte das duas ao mesmo tempo e depois, na incrustação das peças claras no fundo escuro e contrariamente. No século 17,  as matérias usadas nos móveis reais e também da alta sociedade, eram o latão, o estanho, a casca de tartaruga (natural ou tingida  de vermelho ou mais raramente de azul) e o ébano. A lâmina de ébano podia ser substituida por outra madeira tingida preta de menor custo.
marchetaria contemporânea

Aqui foi usada a lâmina de roxinho (do Brasil) e a lâmina de ácer/maple (do Canadá) a fim de obter-se este contraste clair/obscur com um desenho da flor de jacarandá em linhas contemporâneas. As mesas medem 60 x 60 x 30 cm.

madeira de roxinho e de maple/ácer

Agradeço muitíssimo minha amiga Nadine Amorim que fez uma pausa em Porto Alegre durante sua viagem no redor do mundo e que é a talentuosa pessoa que fez essas fotografias.
Estas mesas podem ser adqueridas em exclusividade na GALERIA 189 em Porto Alegre.


domingo, 10 de junho de 2012

Portas marchetadas de um roupeiro

Quando decidi abrir minha oficina no Brasil, a ideia era me dedicar no que sabia fazer de melhor, ou seja, o trabalho de criação e de fabricação de objetos e móveis tendo como base a lâmina de madeira e a marchetaria, trabalhar em parceria com marceneiros exigentes e que compartilham o mesmo amor da obra bem feita.
É o que está acontecendo com a marcenaria Personart neste novo projeto comum.

Gosto de dizer que não sou o único autor deste roupeiro. Gosto de dizer que nós somos os autores deste projeto, o nós incluindo evidentemente a cliente mas também os outros intervenientes; aqui o marcheteiro, o marceneiro e o envernizador.

Peço desculpas pelo aparte que vai seguir, mas acho isso importante. 

Gosto do cinema porque é uma das raras artes a dar importância a todos os intervenientes da obra. Aparece no final da projeção os nomes e  funções do que se chama na alta-costura "les petites mains"; aquelas pessoas sem as quais nada seria possível, maquiador, som,  luzes, costumes, montagem, logistica etc.
O pintor da Renascença não pintava sozinho suas telas, o diretor do filme não roda sozinho sua obra, o arquiteto consegue ver seu projeto bem feito só porque foram contratadas pessoas competentes para realizá-lo.
Claramente, há niveis e graus de responsabilidades na beleza e sucesso de uma obra mas nomear as pessoas que participaram dela é por mim o mínimo a fazer.

 Agora que desabafei, vamos voltar no projeito de hoje; o roupeiro!

Pode ver nas fotos seguintes que a estrutura e a repartição das diferentes funções do móvel são clássicas. Cabideiros, gavetas, sapateiras, porta-malas. A parte central onde fica a televisão se destaca pelo uso de uma lâmina de madeira diferente. A mesma que se encontra no fundo das marchetarias. Esta lâmina natural do Louro do Acre, de um outro aspecto e a diferença de plano, permitem quebrar o que poderia parecer como uma parede de madeira.

A lâmina de Louro Freijo (um clássico do Brasil que descobri e aprendi a amar aqui) foi aplicado no sentido horizontal a fim de dar uma sensação de apaziguamento neste quarto.

Para resolver o problema de comprimento da lâmina (a largura total do roupeiro é de 3,60m) que raramente atinge 3m, foi criado no meio da composição um efeito espelho. Pode observar que existe uma perfeita simetria entre as 3 portas da esquerda e as 3 da direita. Também na altura o desenho em catedral da madeira evolui suavemente.

Fiz neste trabalho uma releitura de minhas coleções de quadros de pássaros, franceses, brasileiros e rio-grandenses do sul. Numa preocupação de leveza, de modernidade, marchetei a silhueta das aves, (4 delas são detalhadas).